Ghost

My Button Collection

Trying to forget really doesn’t work. In fact, it’s pretty much the same as remembering. But I tried to forget anyway, and to ignore the fact that I was remembering you all the time.

When you reach me - Rebeca Stead.  (via meioamarga)
Há 3 meses e 4 dias eu estava desembarcando no aeroporto de Madrid, que convenhamos, é mais uma mini cidade. Sem saber falar um ‘A’ de espanhol, sem ninguém comigo para passar perrengues junto, um certo desespero em me perder, não achar portão de embarque, não conseguir passar na imigração, medo de não ter o Dani esperando por mim no aeroporto de Lisboa, de não saber para onde ir, de passar fome, sede… enfim, todos os medos possíveis tomaram conta de mim nesse dia, o cansaço, a dor da perda de um amigo. Mas eu estava lá, firme e forte, pronta para começar uma vida nova, sem saber o que realmente esperava por mim nessa cidade Lusitana.
Cheguei, um frio agradável, pessoas falando a mesma língua, mas de forma diferente, Dani me ajudando a carregar minhas malas de 38733 kg cada uma, e aquela sensação de que nessa cidade eu iria me sentir em casa! primeiras semanas de correria com moradia, cartão transporte, matricula na faculdade, a ansiedade de conhecer todos os pontos turísticos em um dia só. Pessoas me falando que no primeiro mês eu iria ficar com vontade de voltar para casa, que iria demorar para me adaptar e se calhar, passaria na minha cabeça a ideia de desistir… desistir? essa é uma palavra que a partir do momento que pisei na Europa, saiu do meu dicionário.
O primeiro mês foi um dos melhores, por conhecer lugares magníficos e ficar encantada, por fazer amizades maravilhosas que eu sei que vou levar pro resto da vida, por aprender a me virar sozinha em casa, o mês do amadurecimento, tudo aquilo que estava acostumada a ter de mão beijada, se tornou algo que eu precisava fazer, para conseguir!
Dias passaram… festas, festas, festas, baladas, aulas, trabalhos da faculdade, parques, noites em claros, ressacas, romances, beijos, brincadeiras, confissões, paixões, desejos reprimidos, arrependimento, felicidade, peso acima do normal, mais festas, viagens e… sonho! tudo isso que eu estou vivendo é um sonho, que logo acabará, mas que ficará SEMPRE na minha memória e no meu coração.
Todos os momentos que tive com meus amigos, sendo eles bons ou ruins (que foram poucos), todos as dificuldades que tivemos, como perder o avião do volta de Madrid para Lisboa, que faz parte do lema: VIDA ERASMUS. haha
todas as amizades que fiz, brasileiros, portugueses, espanhóis, belgas, franceses, alemães e italianos. todas as formas de expressões, palavras, costumes, gírias que aprendi com cada pessoa de cada etnia.
Toda a correria para fazer um trabalho na quarta, para ser entregue na quinta.
Cada momento que vivi dentro de sala de aula, nas baladas, house party, nas tardes lendo livro na beira do rio Tejo, com uma vista maravilhosa.
O bom de tudo isso, é aprender a aproveitar cada momento, cada minuto, como se fosse o último. É dar valor as oportunidades da vida, é ter vontade de viver, de conhecer novos lugares e costumes, é agradecer a Deus, sempre, por tudo que Ele pode nos proporcionar.
Eu deixo aqui o meu recado, com um aperto no coração e lágrima nos olhos, de felicidade por ter vivido, e ainda estar vivendo tudo isso, e de tristeza por pensar que faltam 1 mês e 15 dias para tudo isso acabar… 
Mayara Ribeiro
Lisboa, 26/05/2012

Há 3 meses e 4 dias eu estava desembarcando no aeroporto de Madrid, que convenhamos, é mais uma mini cidade. Sem saber falar um ‘A’ de espanhol, sem ninguém comigo para passar perrengues junto, um certo desespero em me perder, não achar portão de embarque, não conseguir passar na imigração, medo de não ter o Dani esperando por mim no aeroporto de Lisboa, de não saber para onde ir, de passar fome, sede… enfim, todos os medos possíveis tomaram conta de mim nesse dia, o cansaço, a dor da perda de um amigo. Mas eu estava lá, firme e forte, pronta para começar uma vida nova, sem saber o que realmente esperava por mim nessa cidade Lusitana.

Cheguei, um frio agradável, pessoas falando a mesma língua, mas de forma diferente, Dani me ajudando a carregar minhas malas de 38733 kg cada uma, e aquela sensação de que nessa cidade eu iria me sentir em casa! primeiras semanas de correria com moradia, cartão transporte, matricula na faculdade, a ansiedade de conhecer todos os pontos turísticos em um dia só. Pessoas me falando que no primeiro mês eu iria ficar com vontade de voltar para casa, que iria demorar para me adaptar e se calhar, passaria na minha cabeça a ideia de desistir… desistir? essa é uma palavra que a partir do momento que pisei na Europa, saiu do meu dicionário.

O primeiro mês foi um dos melhores, por conhecer lugares magníficos e ficar encantada, por fazer amizades maravilhosas que eu sei que vou levar pro resto da vida, por aprender a me virar sozinha em casa, o mês do amadurecimento, tudo aquilo que estava acostumada a ter de mão beijada, se tornou algo que eu precisava fazer, para conseguir!

Dias passaram… festas, festas, festas, baladas, aulas, trabalhos da faculdade, parques, noites em claros, ressacas, romances, beijos, brincadeiras, confissões, paixões, desejos reprimidos, arrependimento, felicidade, peso acima do normal, mais festas, viagens e… sonho! tudo isso que eu estou vivendo é um sonho, que logo acabará, mas que ficará SEMPRE na minha memória e no meu coração.

Todos os momentos que tive com meus amigos, sendo eles bons ou ruins (que foram poucos), todos as dificuldades que tivemos, como perder o avião do volta de Madrid para Lisboa, que faz parte do lema: VIDA ERASMUS. haha

todas as amizades que fiz, brasileiros, portugueses, espanhóis, belgas, franceses, alemães e italianos. todas as formas de expressões, palavras, costumes, gírias que aprendi com cada pessoa de cada etnia.

Toda a correria para fazer um trabalho na quarta, para ser entregue na quinta.

Cada momento que vivi dentro de sala de aula, nas baladas, house party, nas tardes lendo livro na beira do rio Tejo, com uma vista maravilhosa.

O bom de tudo isso, é aprender a aproveitar cada momento, cada minuto, como se fosse o último. É dar valor as oportunidades da vida, é ter vontade de viver, de conhecer novos lugares e costumes, é agradecer a Deus, sempre, por tudo que Ele pode nos proporcionar.

Eu deixo aqui o meu recado, com um aperto no coração e lágrima nos olhos, de felicidade por ter vivido, e ainda estar vivendo tudo isso, e de tristeza por pensar que faltam 1 mês e 15 dias para tudo isso acabar… 

Mayara Ribeiro

Lisboa, 26/05/2012

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